Em um tempo em que falar a respeito dos transgênicos parece coisa tão natural, a poesia e a música podem bem figurar como um rio de águas límpidas; lugar utópico em que a natureza e a cultura se encontram, para daí retomar o mais essencial do Homem.
Ticaricuriquetô é primordialmente um som, mas pode ser um poema. Pode ser uma cidade imaginária que está depois do depois. Pode ser como água mineral fresca e marulhante a escorrer dos dedos do guitarrista que a criou. Pode ser a palavra do poeta. O som da palavra, a palavrasom.
Imateriais, fugidios - assim o são, o som e a idéia. Ambos encontram substância na materialidade da palavra. Da palavra que se escreve com o bico da pena ou com a palheta. Na ponta dos dedos.
Ticaricuriquetô pode ser também um ouvir afetuoso para, por meio de um, falar de todos.
Vivemos um tempo de culto ao olhar, à imagem. Ticaricuriquetô pode ainda se fazer Pororocas, seguindo na contramão. Não um olhar, um ouvir. Da palavrasom.
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
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