terça-feira, 24 de novembro de 2009

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Você sabe o que é Mafuá do Malungo?

MAFUÁ - s.m. Termo de origem incerta utilizado em diversas regiões do Brasil. (1) Festa, reunião, encontro alvissareiro. (2) Alarido, confusão, "furdunço".




MALUNGO - s.m. Termo originário do Quimbundo e trazido pelos negros africanos durante o período escravista; possui duas acepções: (1) Amigo. (2) Companheiro de galé. Diz-se Malungo àqueles negros africanos que foram companheiros de galeria nos navios negreiros.



MAFUÁ DO MALUNGO - loc. adj. (1) Festa entre amigos. (2) Título de livro de poemas escrito por Manuel Bandeira, na década de 60, no qual o poeta rende homenagens a vários de seus amigos. De modo geral, os poemas trazem como título o nome dos homenageados, porém, quando não, aparece a dedicatória em seguida ao título. (3) Encontro periódico realizado por um grupo de pessoas residentes no município de São Paulo que se intitulam muralistas da cor. Diz-se daquele que freqüenta o Mural da Cor e é amigo de Armandinho, o original. De etimologia virtual, o termo foi adotado no ano da graça de 2006 para denominar uma festa em que Armandinho – o original e sua turma estariam ausentes. Embora tal reunião, sempre regada a cerveja e acompanhada de acepipes variados, receba visitantes eventuais (consta dos Anais, que certa feita receberam a visita de uma muralista aracajuana amadinha) é costume acontecer em torno ao seu núcleo central, constituído por quatro muralistas: Cláudio BAAM, Drijá, Sandroca, Ton Machine.

Ticaricuriquetô?

Em um tempo em que falar a respeito dos transgênicos parece coisa tão natural, a poesia e a música podem bem figurar como um rio de águas límpidas; lugar utópico em que a natureza e a cultura se encontram, para daí retomar o mais essencial do Homem.

Ticaricuriquetô é primordialmente um som, mas pode ser um poema. Pode ser uma cidade imaginária que está depois do depois. Pode ser como água mineral fresca e marulhante a escorrer dos dedos do guitarrista que a criou. Pode ser a palavra do poeta. O som da palavra, a palavrasom.

Imateriais, fugidios - assim o são, o som e a idéia. Ambos encontram substância na materialidade da palavra. Da palavra que se escreve com o bico da pena ou com a palheta. Na ponta dos dedos.

Ticaricuriquetô pode ser também um ouvir afetuoso para, por meio de um, falar de todos.

Vivemos um tempo de culto ao olhar, à imagem. Ticaricuriquetô pode ainda se fazer Pororocas, seguindo na contramão. Não um olhar, um ouvir. Da palavrasom.